Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah ! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse …

- Quis, disse a raposa. 

- Mas tu vais chorar ! disse o principezinho. 

- Vou, disse a raposa. 

- Então, não sais lucrando nada !

(…) 

- Adeus, disse ele… 

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o

coração. O essencial é invisível para os olhos. 

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. 

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. 

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se

lembrar. 

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves

esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

A despedida da raposa e do príncipezinho me faz lembra que A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar, e que o tempo que perdi com meu Irmãozinho foi que o fez tão importante. Chorando ou não, foi este cativar que me fez gostar tanto dele, e a saudade nunca vai me deixar arrependido te ter o cativado também.

Faz já um dia que meu amigo se foi com seu grande sorriso. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo.